Mónica traz para um mesmo lugar uma infinidade de lugares, evocando geografias novas  e suas cartografias pessoais. Nas novas geografias, os afectos medem as distâncias. Por isso o lugar do artista está próximo do lugar familiar.Mónica trabalha a partir do seu lugar, do lugar dos seus, num lugar de todos, feito de uma infinidade de linhas que conectam lugares colectivos e pessoais, de novos lugares feitos de velhos lugares.

Embrenhando-se na escultura e no vídeo, na performance, na fotografia e na instalação Mónica dá corpo a um lugar onde o cruzamento das linhas que nele se evocam e que o atravessam em todos os sentidos, se expressam, por sua vez, no cruzamento de meios também eles híbridos, também eles interrogando fronteiras, também eles propondo um lugar que surge do cruzamento múltiplo.

Revelando atenção aos territórios em que penetra e com quem pretende o diálogo, Mónica reconhece a proliferação das linhas insensíveis que trabalham a localização da cultura e dos corpos, da arte e da vida, e cruza-as dando a ver o lugar híbrido e plurideterminado que sempre encontramos na sua génese.

Mónica ensaia continuamente um cruzar de fronteiras, metafóricas e reais, numa nova cartografia de afectos que dá conta de uma nova subjectividade e destes novos lugares onde se faz a nossa contemporaneidade..